
A ex-mulher de Carlinhos Cachoeira, Andréa Aprígio, negou ter ligação com o esquema do contraventor, em depoimento à sessão da CPI do Cachoeira, na manhã desta quarta-feira, 8. Andréa fez uso da palavra por cerca de 15 minutos e só aceitou responder às perguntas dos parlamentares quando a sessão foi transformada em reunião secreta.
Andréa tinha decisão judicial para ficar em silêncio, porém não foi liberada pela presidência da CPI. O presidente da comissão, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), argumentou que, ao fazer a declaração inicial, Andréa deveria permanecer para ouvir as perguntas, mesmo sem respondê-las. Por sugestão do deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ) a sessão passou a ser secreta, sem a presença da imprensa, e ela aceitou continuar.
Em sua fala inicial, Andréa Aprígio explicou sua atual relação com o contraventor e sobre as contas de suas empresas, suspeitas de fazerem parte do esquema de Cachoeira. Andréa negou irregularidades, afirmou não ter mais vínculo com o ex-marido. Para a Polícia Federal, a ex-mulher de Cachoeira atuaria como laranja em empresas do ex-marido e é dona da indústria farmacêutica Vitapan, empresa envolvida com a organização. O irmão dela, Adriano Aprígio de Souza, é suspeito de ameaçar por e-mail a procuradora Léa Batista de Oliveira, uma das responsáveis pelas investigações.
Segundo Andréa, a administração das empresas ligadas a ela é de sua responsabilidade e o rendimento é compatível com a sua renda. A ex-mulher de Cachoeira negou ainda que tenha se valido de relações políticas para conseguir benefícios da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em favor da Vitapan. Andréa fez referência às acusações de que o órgão tenha beneficiado a empresa . O gestor da Anvisa na época era o atual governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), que, em depoimento à CPI, negou ter vínculo com o contraventor.
Outro depoente previsto para falar nessa quarta-feira era Rubmaier Ferreira de Carvalho, apontado como contador da organização criminosa. Rubmaier é suspeito de ser o responsável pela abertura de empresas de fachada usadas para lavar dinheiro. A exemplo de Andréa Aprígio, ele também tinha decisão judicial para ficar em silêncio.
Na sessão dessa terça-feira, 7, os dois convocados, entre eles a noiva de Cachoeira, Andressa Mendonça, também não falaram. Diante do fracasso dos depoimentos, integrantes da Comissão acreditam que a CPI “está indo para o buraco”. “Parece que a CPI está nos estertores, se esvaindo em sangue”, resumiu o senador Pedro Taques (PDT-MT). Preocupada com esse esvaziamento, a Comissão pretende elaborar uma agenda de depoimentos até outubro.
Estadão/portal paulista online
Andréa tinha decisão judicial para ficar em silêncio, porém não foi liberada pela presidência da CPI. O presidente da comissão, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), argumentou que, ao fazer a declaração inicial, Andréa deveria permanecer para ouvir as perguntas, mesmo sem respondê-las. Por sugestão do deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ) a sessão passou a ser secreta, sem a presença da imprensa, e ela aceitou continuar.
Em sua fala inicial, Andréa Aprígio explicou sua atual relação com o contraventor e sobre as contas de suas empresas, suspeitas de fazerem parte do esquema de Cachoeira. Andréa negou irregularidades, afirmou não ter mais vínculo com o ex-marido. Para a Polícia Federal, a ex-mulher de Cachoeira atuaria como laranja em empresas do ex-marido e é dona da indústria farmacêutica Vitapan, empresa envolvida com a organização. O irmão dela, Adriano Aprígio de Souza, é suspeito de ameaçar por e-mail a procuradora Léa Batista de Oliveira, uma das responsáveis pelas investigações.
Segundo Andréa, a administração das empresas ligadas a ela é de sua responsabilidade e o rendimento é compatível com a sua renda. A ex-mulher de Cachoeira negou ainda que tenha se valido de relações políticas para conseguir benefícios da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em favor da Vitapan. Andréa fez referência às acusações de que o órgão tenha beneficiado a empresa . O gestor da Anvisa na época era o atual governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), que, em depoimento à CPI, negou ter vínculo com o contraventor.
Outro depoente previsto para falar nessa quarta-feira era Rubmaier Ferreira de Carvalho, apontado como contador da organização criminosa. Rubmaier é suspeito de ser o responsável pela abertura de empresas de fachada usadas para lavar dinheiro. A exemplo de Andréa Aprígio, ele também tinha decisão judicial para ficar em silêncio.
Na sessão dessa terça-feira, 7, os dois convocados, entre eles a noiva de Cachoeira, Andressa Mendonça, também não falaram. Diante do fracasso dos depoimentos, integrantes da Comissão acreditam que a CPI “está indo para o buraco”. “Parece que a CPI está nos estertores, se esvaindo em sangue”, resumiu o senador Pedro Taques (PDT-MT). Preocupada com esse esvaziamento, a Comissão pretende elaborar uma agenda de depoimentos até outubro.
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