Sabe-se que em cada eleição todo eleitor passa por um momento único, bastante singular: a solidão da urna. São aqueles segundos últimos quando cada cidadão vai finalizar o procedimento da sua escolha, confirmando seu voto. Ali, naquele instante, para muito ainda é momento de pensar, refletir. Passa um pequeno filme pela cabeça do indivíduo, palavras e imagens ganham destaque na memória. Muitos eleitores mudam o voto nesse exato momento ou deixam de votar em alguém.
Essa parcela dos que mudam ou desistem de votar no exato momento do voto é pequena, mas existe. Os que buscam ainda refletir rapidamente sobre em quem está votando constituem uma parcela bem maior. No entanto, a estrondosa maioria não se permite nada além de cumprir o dever de votar. Para esses o instante deve ser de se livrar de uma obrigação. Não o importa tanto o que está fazendo, tão pouco lhe causa preocupação as consequências daquela opção. Semanas depois alguns nem lembram em quem votaram. Simplesmente é o esquecimento fruto da apatia, da descrença e da falta de responsabilidade consigo mesmo.
Essa parcela dos que mudam ou desistem de votar no exato momento do voto é pequena, mas existe. Os que buscam ainda refletir rapidamente sobre em quem está votando constituem uma parcela bem maior. No entanto, a estrondosa maioria não se permite nada além de cumprir o dever de votar. Para esses o instante deve ser de se livrar de uma obrigação. Não o importa tanto o que está fazendo, tão pouco lhe causa preocupação as consequências daquela opção. Semanas depois alguns nem lembram em quem votaram. Simplesmente é o esquecimento fruto da apatia, da descrença e da falta de responsabilidade consigo mesmo.
O voto tão individual, secreto, nunca deixa de ter consequências sobre o coletivo. O que é individualmente praticado, na forma da livre escolha, penhora o futuro da coletividade. A distribuição do controle e da chefia das instâncias de poder, nesse modelo político eleitoral, está vinculada ao voto. A omissão, o desleixo ou a venda do voto são práticas que fragilizam as instituições políticas, particularmente quando abre espaço para os criminosos usurparem o poder, corrompendo a vontade popular e colocando o Estado como refém dos corruptos.
Todos os criminosos participam da disputam eleitoral, ao contrário do que pensam alguns incautos. Essa gente sem compromisso público, que não prezam por ética e pelo bem coletivo, são os que mais investem e os primeiros a se mobilizarem para garantir que seus comparsas e sócios permaneçam no poder. A lógica prevalecente hoje na regulação da propaganda eleitoral serve ao criminosos, corruptores do voto e pune quem vai disputar as eleições de forma limpa e honesta. Por quê? Porque ela tira as possibilidades de igualdade de competição estabelecendo regras que dão chance de ter maior espaço e visibilidade somente os que podem operar no mercado eleitoral. Só os viciosos conseguem uma quantidade enorme de muros e terrenos para fixarem seu material de campanha. Somente eles acham pessoas nas principais avenidas e prédios. São eles que, sem pudor, lançam milhões na corrupção do voto, lavando parte desse dinheiro cuja fonte são para lá de obscuras. Parte dessas fortuna gasta é oriunda da pilhagem do Estado e do desvio de verbas públicas.
Onde ficam os bons cidadãos na época das eleições? Quais suas contribuições?
Observem. Os candidatos sem participação popular, sem serviços prestados à comunidade, que nunca participaram ativamente de nenhum movimento ou organização social foram os primeiro a massificar suas imagens. Isso é para compensar a falta de serviços prestados e falta de popularidade? É para combater o fato de serem notórios desconhecidos? Não. Nada disso, essa propaganda massiva e de alto custo é um álibi. Não são esses mini-door, nem essa quantidade de cartazes que darão voto para essa "rapaziada", mas a corrupção do voto. Quando eles aparecerem com uma votação estrondosa, ficará todo êxito creditado à campanha publicitária. Tudo não passa de um jogo de cena.
As nossas eleições não terão maior competitividade e não serão mais limpas enquanto não for limitado os gastos de campanha e recursos publicitários e o tempo gratuito de rádio e televisão não for igualmente distribuído. Não serão mais limpas enquanto prevalecer doações de pessoas jurídicas. Tudo que aí está é uma legalização das vantagens dos poderosos e viciosos. O que fazer? Participar. Só a insistência, a persistência e a pressão dos que não concordam, dos que não compartilham disso é que vai provocar mudança nesse estado de coisa. Mas enquanto o homem e mulher de bem ficarem na cômoda posição de distantes, omissos para garantir sua pureza, tudo permanecerá a favor dos corruptos!
Faça valer sua vontade/portal paulista online








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