
Ao menos no site do clube, as homenagens a Ariano Suassuna já iniciaram. Na home, o escritor aparece em uma foto trajando a camisa do Sport Recife, tendo ao lado sua célebre frase: "Eles não sabem o que é felicidade, porque felicidade é torcer pelo Sport".
Em nota oficial intitulada "Vai em paz, Ariano!", o clube relembra momentos do escritor na Ilha do Retiro, como o título do Leão na edição de 2008 da Copa do Brasil, são lembrados:
"E por falar na competição nacional, o presidente João Humberto Martorelli relembra o título de 2008, associando-o ao semblante de confiança que encontrou no "mestre", antes da final diante do Corinthians. "Quando cheguei e vi o brilho nos olhos dele (Ariano), tive certeza do título". Dito e feito. O mandatário considera que o torcedor símbolo sempre representou "uma divindade para o clube".
Além de relembrar a "obra vigorosa, porém leve em sua personalidade" deixada por Ariano Suassuna, o clube garantiu:
"O "mestre" está eternizado nas arquibancadas do estádio e no manto sagrado. Na manga do uniforme lançado em 2013, vinha estampada a marca de Ariano, com a seguinte frase, em letra armorial: "Felicidade é torcer pelo Sport". E tem mais. Ao apresentar quadro próprio num telejornal pernambucano, ele costumava testar o microfone com os seguintes dizeres: "Viva o povo brasileiro. Viva o glorioso Sport Club do Recife". Foram provas concretas de que a ligação entre ele e o Leão era estreita e circundada por sentimentos. Ele e o Leão se confundiam. Ou melhor, confundem-se. Pois continuam unidos pelo respeito que transcende barreiras físicas".
CRIADOR DO MOVIMENTO ARMORIAL, MEMBRO DA ABL E TORCEDOR DO SPORT DESDE 1938
Nascido em João Pessoa (PB), Ariano Suassuna passou a infância no interior paraibano e, mais tarde, mudou-se para Recife. Na capital pernambucana, idealizou o Movimento Armorial, no qual mesclava a arte erudita com a cultura do Nordeste brasileira, e criou suas grandes obras, como as peças "O Auto da Compadecida", "O santo e a porca", "Farsa da boa preguiça" e "A pena e a lei".
Em Recife, Ariano também conheceu sua paixão pelo Sport Recife, curiosamente graças à ajuda de um torcedor ilustre do arquirrival Santa Cruz - o compositor Capiba, que o levou ao estádio pela primeira vez:
- Eu assisti ao lado do meu amigo Capiba ao Sport ser campeão de 1938 - relembrou, em entrevista ao canal Sportv.
Invariavelmente trajando vermelho e preto - denominado por ele de "traje Sport Fino" - o ocupante da cadeira 32 da Academia Brasileira de Letras (ABL) falou sobre a homenagem que recebeu nos uniformes do rubro-negro pernambucano.
- Foi um gesto muito significativo do meu clube a mim. Muito significativo porque agora eu vá ou não a campo, estarei presente - disse à época o escritor.
Por Lancenet
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